Tema
Exames e resultados
Como preparar, ler e interpretar exames laboratoriais e de composição corporal — da bioimpedância ao perfil hormonal —, e por que o mesmo número pode significar coisas diferentes conforme o contexto clínico.
Atravessa 8 tratamentos
Bioimpedância
Balança de casa ou bioimpedância de clínica: no que confiarEla é útil para acompanhar tendência pessoal, se usada sempre nas mesmas condições, e imprecisa como valor absoluto. A razão é física: a maioria dos modelos domésticos passa a corrente apenas pelos pés, então ela percorre as pernas e retorna sem atravessar o tronco — justamente onde está a gordura que mais importa para risco metabólico. Aparelhos de clínica com eletrodos nas mãos e nos pés atravessam o corpo inteiro e estimam a distribuição com mais fidelidade.2 de setembro de 2026
Bioimpedância ou DEXA: em qual medida confiarA densitometria por dupla emissão de raios X, a DEXA, é considerada o método de referência clínica mais acessível para composição corporal e distingue massa óssea, massa magra e gordura com boa precisão. A bioimpedância estima a composição a partir da resistência que o corpo oferece a uma corrente elétrica de baixa intensidade e é mais sensível a hidratação, alimentação e horário. Para acompanhar tendência ao longo do tempo, com medições padronizadas, a bioimpedância é adequada e prática; para um valor absoluto de referência, a DEXA é mais precisa.2 de setembro de 2026
Como ler o resultado da bioimpedânciaOs principais são massa magra, massa gorda, percentual de gordura, água corporal total, estimativa de gordura visceral e taxa metabólica basal. Massa magra e percentual de gordura são os que orientam conduta, mas nenhum deles deve ser lido isoladamente: o método estima a composição a partir da condução elétrica, e o estado de hidratação influencia todos os valores. A leitura útil é a comparação entre medições feitas nas mesmas condições — a direção da mudança, não o número de um dia.1 de setembro de 2026
Como se preparar para a bioimpedânciaAs orientações usuais são: evitar exercício intenso nas 12 horas anteriores, não consumir álcool nas 24 horas anteriores, evitar cafeína no dia, estar bem hidratado sem ter bebido grande volume imediatamente antes, fazer o exame com bexiga vazia, retirar objetos metálicos e, quando possível, manter jejum de algumas horas. Mais importante do que qualquer item isolado é repetir sempre as mesmas condições, no mesmo aparelho e no mesmo horário — porque o valor do exame está na comparação ao longo do tempo.1 de setembro de 2026
Check-up
Check-up completo ou exames direcionados: qual faz sentidoExames direcionados pelo risco individual são superiores a um painel amplo pedido sem critério. A razão é que todo exame tem taxa de falso positivo, e pedir muitos exames em pessoa sem sintoma aumenta a chance de encontrar algo que não teria causado problema — o que desencadeia investigações, procedimentos e ansiedade sem ganho de saúde. Um check-up bem feito começa por idade, histórico familiar, hábitos e sintomas, e a partir daí escolhe o que pedir.2 de setembro de 2026
Check-up masculino: quais exames fazer aos 30, 40 e 50 anosAos 30, o foco é a linha de base metabólica e cardiovascular: pressão, glicemia, perfil lipídico, função renal e hepática, hemograma e avaliação de peso e composição corporal. Aos 40, entram a estratificação formal de risco cardiovascular e, a partir dos 45, o rastreamento colorretal. Aos 50, soma-se a discussão sobre rastreamento prostático, antecipada para 45 quando há histórico familiar ou ascendência negra. Em todas as faixas, histórico familiar e sintomas mudam a lista.1 de setembro de 2026
PSA: quando começar a fazer e o que o resultado significaA recomendação predominante é iniciar a discussão sobre rastreamento prostático por volta dos 50 anos para homens com risco habitual, e antes — em torno dos 45 — para quem tem histórico familiar de câncer de próstata em parente de primeiro grau ou é de ascendência negra. A palavra importante é discussão: as diretrizes tratam o rastreamento como decisão compartilhada entre médico e paciente, porque ele traz benefício em mortalidade e também risco de diagnóstico e tratamento excessivos.1 de setembro de 2026
Ler ajuda. Avaliar resolve.
A avaliação online organiza seu histórico e seus sintomas e leva o caso ao médico. A conduta é definida em consulta.
Iniciar avaliação online












